McTaggart e o problema das séries infinitas

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Guilherme Ghisoni da Silva

Resumo

O objetivo deste artigo é mostrar que há ao menos uma concepção de infinito que tornaria problemática a aplicação da argumentação presente no paradoxo de McTaggart às séries infinitas. Pretendo também mostrar que há evidências textuais para a atribuição de tal concepção ao autor. A tese central que pretendo sustentar é que, se a série for infinita, e o infinito for concebido como interminável, nunca alcançaríamos a perspectiva na qual todos os termos da série teriam simultaneamente as três características incompatíveis (passado, presente e futuro). A presentidade percorreria cada um dos eventos da série de maneira sucessiva (diacrônica), sem nunca alcançar o término da série (que, por princípio, seria interminável). Assim, nunca chegaríamos ao primeiro passo do paradoxo, da incompatibilidade simultânea das três características (evitando também o segundo passo do paradoxo, que nos levaria da circularidade ao regresso ao infinito). Para McTaggart, as características (passado, presente e futuro) são apenas incompatíveis quando são simultâneas, mas não há contradição no fato de que cada termo da série temporal as tem sucessivamente.

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Como Citar
SILVA, Guilherme Ghisoni da. McTaggart e o problema das séries infinitas. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 25, n. 39, p. 147-155, dec. 2016. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/514>. Acesso em: 25 sep. 2017.
Seção
Artigos