Tragédia e antitragédia na Apologia de Sócrates: uma análise retórica

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Luisa Severo Buarque de Holanda

Resumo

Um dos assuntos mais caros a qualquer intérprete da Apologia de Sócrates de Platão é o problema da relação entre Sócrates e a arte retórica, que a personagem ao mesmo tempo emprega e censura. Quase todas as estratégias discursivas contidas na fala de Sócrates podem ser analisadas sob essa perspectiva. Neste artigo, dedico-me ao exame de uma dessas estratégias, que desempenha importante papel dentro da construção do discurso socrático: trata-se do exemplo de Aquiles que, no trecho da Ilíada citado na obra, vai deliberadamente ao encontro da morte para vingar Pátroclo. Comparando a sua própria situação à do herói e tomando como foco a pena de morte proposta por seus acusadores, o filósofo reflete acerca do risco a que se expõe naquela ocasião; justificando-se, ele relembra a situação do herói épico que preferiu evitar a desonra a evitar a morte. A partir de uma análise detalhada do trecho em questão, bem como de uma confrontação com o texto homérico ali citado, pretendo extrair as consequências que esse exemplo pode ter para a leitura do diálogo como um todo.

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Como Citar
SEVERO BUARQUE DE HOLANDA, Luisa. Tragédia e antitragédia na Apologia de Sócrates: uma análise retórica. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 27, n. 42, p. 23-34, june 2018. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/598>. Acesso em: 15 nov. 2018. doi: https://doi.org/10.32334/oqnfp.2018n42a598.
Seção
Artigos