Existência viva: a emergência de fenômenos não existenciais na experiência do sono sem sonho.

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Róbson Ramos dos Reis http://orcid.org/0000-0001-5380-1192

Resumo

No presente artigo, examino o problema da emergência de fenômenos não existenciais no campo da existência histórica. De acordo com o pluralismo ontológico hermenêutico esboçado na ontologia fundamental de Ser e Tempo, vida e existência correspondem a dois modos de ser irredutíveis. A partir de resultados da recente ciência do sono, ressaltarei a relevância de uma indicação formal, formulada por Heidegger nos Conceitos fundamentais da metafísica, para a explicitação dos compromissos ontológicos implicados na interpretação da experiência fenomênica no estágio do sono profundo sem sonho. Tomando por base os conceitos de sentimento existencial e sentimento corporal, apresentarei a interpretação da experiência no sono sem sonho como sendo o sentimento de estar vivo. Essa interpretação conduz à conclusão de que os compromissos ontológicos implicados no sono sem sonho alcançam o nível metaontológico, sugerindo a necessidade de elaborar uma mereologia dinâmica de modos de ser.

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Como Citar
REIS, Róbson Ramos dos. Existência viva: a emergência de fenômenos não existenciais na experiência do sono sem sonho.. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 29, n. 46, p. 205-230, july 2020. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/703>. Acesso em: 27 oct. 2020. doi: https://doi.org/10.32334/oqnfp.2020n46a703.
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