No balanço do tédio: Heidegger e o tédio como tonalidade afetiva fática

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Marco Antonio Casanova

Resumo

O intuito do presente texto é acompanhar as razões pelas quais Heidegger retoma em sua preleção de 1929/30 Os conceitos fundamentais da metafísica (mundo – finitude – solidão) o projeto de Ser e tempo de uma análise do existente humano e de uma descrição de suas crises existenciais como decisivas para as possibilidades de mobilização histórica do mundo, agora não mais a partir de uma tonalidade afetiva de matiz ontológica, a angústia, mas sim a partir de uma tonalidade afetiva fática, ou seja, uma tonalidade que possui um vínculo estrutural com o mundo histórico que é o nosso. Partindo daí, o texto analisa o aprofundamento das diversas figuras do tédio até o tédio dito profundo, assim como expõe o problema que impede uma vez mais que Heidegger consiga pensar de maneira consistente o acontecimento fundamental da singularização como via de acesso à temporialidade propriamente dita do ser, ou seja, a ontologia fundamental em sua ligação com a analítica existencial.

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Como Citar
CASANOVA, Marco Antonio. No balanço do tédio: Heidegger e o tédio como tonalidade afetiva fática. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 29, n. 47, p. 79-107, dec. 2020. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/743>. Acesso em: 21 apr. 2021. doi: https://doi.org/10.32334/oqnfp.2020n47a743.
Seção
Artigos

Referências

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