Desenhando no escuro: Desenho involuntário

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Susan Morris
Tatiana Lotierzo

Resumo

Susan Morris aborda o tema do desenho involuntário do ponto de vista de uma artista tentando fazer um registro visual daquilo que escapa ou excede a ação deliberada ou a intenção consciente. Neste artigo, Morris discute sua própria obra no contexto de uma consideração mais ampla do tema, que toca a obra de outros artistas, assim como a escrita de psicanalistas, filósofos e historiadores da arte.

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Biografia do Autor

Susan Morris

Susan Morris é uma artista contemporânea. Susan Morris é uma artista britânica nascida em Birmingham em 1962. A prática artística de Susan Morris envolve a exploração de temas como o desenho automático, a linguagem e a neurociência da linguagem. Ela trabalha com diversos meios, como desenhos de captura de movimento, tapeçarias Jacquard e livros de bolso, incorporando elementos de gravações de som, dispositivos de rastreamento digital e materiais do cotidiano, como recibos e jornais. A abordagem estilística de Morris frequentemente gira em torno de gestos repetitivos, do acaso como ferramenta composicional e da interação entre tecnologia, dados e criação artística.

Tatiana Lotierzo , Universidade de São Paulo (USP)

Pesquisadora de pós-doutorado em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP) e do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA-USP), suas principais pesquisas discutem as interfaces entre imagens e pensamento nas artes indígenas e o antirracismo nas artes visuais, envolvendo trabalho de campo e em arquivos. Desenvolve trabalhos em colaboração com artistas em seus processos de pesquisa e criação. Sua tese, Erosão num pedaço de papel (no prelo), foi realizada com artistas indígenas Inga, na Colômbia. Sua dissertação de mestrado deu origem ao livro Contornos do (In)visível: Racismo e Estética na Pintura Brasileira (1852-1936), premiado pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU) e finalista na 60 Edição do Prêmio Jabuti. Também na Colômbia, realizou estância pós-doutoral no SensoLab/Facultad de Ciencias Sociales da Pontificia Universidad Javeriana (2024) e foi Visiting PhD Student da Universidad del Rosario (2016). Na França, foi residente do Programme Courants du Monde: Séjour Culture Cinéma-Audiovisuel (2008), iniciativa do Ministério da Cultura e Comunicação desse país, através da Maison des Cultures du Monde. Recentemente, realizou uma segunda pesquisa de pós-doutorado com o tema Emoções, percepção e Inteligência Artificial, no LEPPAIS/UfPel Coletivo Antropoéticas. Outras pesquisas tocam temas relacionados à garantia de direitos fundamentais, envolvendo trabalho de campo com o Movimento dos Sem Teto do Centro (MTST) de São Paulo, com pessoas em contextos prisionais em La Plata, Argentina, e em escolas da cidade de Porto Príncipe, no Haiti. É membro do Grupo de Antropologia Visual da USP (GRAVI/USP), do Coletivo Antropoéticas, da Comissão Editorial da Revista Ponto Urbe, da Comissão Organizadora do Prêmio Pierre Verger (ABA) e do Comitê de Audiovisual (CAV) da ABA. Tem doutorado em Antropologia Social (Universidade de Brasília UnB), mestrado em Antropologia Social (USP). É historiadora e jornalista, formada na USP.

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