Pandemia pensante: notas sobre o que estamos nos tornando

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Maria Cristina Franco Ferraz http://orcid.org/0000-0001-5142-8734

Resumo

Partindo da retomada do conceito bergsoniano de percepção em Matéria e memória, o artigo tematiza certas implicações da retração atual de nossas ações possíveis. A seguir, discute efeitos da situação de isolamento e distância social sobre o fechamento do corpo e da porosidade de pele, propondo a noção de pele-teflon. Articula tal fechamento a perspectivas elaboradas por Heinrich Von Kleist no ensaio Über die allmähliche Verfertigung der Gedanken beim Reden (“Sobre a fabricação gradativa dos pensamentos durante a fala”), privilegiando as relações entre pensar, falar e as alterações atmosféricas da Gemüt geradas por interações entre corpos em presença. A partir do texto de Kleist, também explorado por Deleuze e Guattari em Mil platôs, ressalta o aspecto problemático do isolamento e do confinamento em tempos pandêmicos, no que concerne à produção viva e à troca de ideias.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Como Citar
FRANCO FERRAZ, Maria Cristina. Pandemia pensante: notas sobre o que estamos nos tornando. O que nos faz pensar, [S.l.], v. 29, n. 46, p. 110-123, july 2020. ISSN 0104-6675. Disponível em: <http://oquenosfazpensar.fil.puc-rio.br/index.php/oqnfp/article/view/727>. Acesso em: 27 oct. 2020. doi: https://doi.org/10.32334/oqnfp.2020n46a727.
Seção
Artigos