Imaginação, Liberdade Política e Afetos. O princípio do comum na instituição da comunidade política
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Resumo
Este artigo argumenta que imaginar a instituição de novas comunidades políticas depende de integrarmos o papel dos afetos em nosso universo conceitual de vida em comum. Para articular essa ideia, busco pensar – por meio da noção de Arendt do princípio do começo – a fundação de uma nova comunidade política a partir do princípio político do comum, entendido como um princípio de início que inaugura e sustenta a comunidade política. Se, como afirmo neste texto, o princípio político do comum é entendido como ação e decisão conjuntas baseadas na deliberação – por meio das quais as pessoas se esforçam para determinar juntas como viver em comum – então torna-se essencial recuperar a possibilidade de novos começos, baseados na liberdade política e na imaginação entendida em conexão com os afetos.
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