Cemitérios de bolso: brincadeira e luto em alguma poesia contemporânea
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Resumo
O artigo propõe uma investigação do papel da imaginação na lida com os mortos na poesia contemporânea brasileira, a partir, principalmente, da articulação entre brincadeira e luto em poemas de Mariana Godoy (em Holograma) e Leonardo Gandolfi (em Robinson Crusoé e seus amigos). Mobilizando especialmente o referencial teórico de Walter Benjamin, o artigo lê nesses poemas um lugar não apenas para o sofrimento, mas também para o jogo diante dos fantasmas dos que se foram, articulando uma relação produtiva diante da falta que a morte instaura. Assim, propõe-se que o luto é vivido nessa poesia em relação estreita com o desejo e uma vontade de criação.
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