“Devemos ser progressistas na política e arcaicos na poesia”: A imaginação em ação em Paul Ricoeur
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Resumo
Este estudo propõe examinar o papel constitutivo da imaginação na filosofia de
Paul Ricoeur, relacionando-a à questão do trabalho humano e da inscrição social
do sujeito. Partimos da hipótese de que a imaginação não é uma simples faculdade de devaneio ou reprodução, sendo considerada aqui como uma mediação dinâmica entre a linguagem, a ação e o mundo. Isso permite ao sujeito reconfigurar sua compreensão da realidade, abrir novas possibilidades e situar sua existência em um horizonte coletivo. Ao articular a dinâmica imaginativa e o trabalho, buscamos mostrar como os indivíduos podem ir além de uma percepção estritamente privada de suas dificuldades e reconhecer suas raízes em estruturas políticas e econômicas mais amplas. A imaginação se torna, assim, um recurso crítico e criativo, capaz de fomentar uma consciência mais ampla de pertencimento ao corpo social e inspirar novas modalidades de ação coletiva.
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